Agora vamos falar sobre o
surgimento de “Escolas Bilíngues” pelo país, que nas últimas duas décadas tem
aumentado de forma significativa, principalmente de Português-Inglês (temos
também para surdos, indígenas e comunidades sem fronteiras). Com o tempo, as
escolas regulares viram a necessidade de se adaptar e apresentar uma melhora no
ensino de línguas que era ineficiente por razões como falta de professores
preparados, número de aulas insuficientes e muitos alunos em sala, mesmo que
ainda não haja uma regulamentação pelo MEC.
Mas... o que é uma “Escola
Bilíngue”? É uma escola onde os alunos possam receber as competências
necessárias para usar duas ou mais línguas em diversas situações. Uma Escola
Bilíngue não ensina apenas “as línguas” e sim “usando as línguas”: os alunos
aprendem as línguas e outras matérias serão ensinadas em outras línguas.
Parece complicado, mas nem é
tanto. Uma escola que opte por ter Português e Inglês em sua carga horária,
terá aulas dessas línguas e as aulas de outras matérias, como Matemática,
Ciências, História, Geografia, serão oferecidas em Português e também em
Inglês. É simples, a escola apenas precisa se organizar em relação à carga
horária, que deverá ser aumentada; ao ambiente que deve ser propício à uma
internacionalização; à metodologia em relação ao que será apresentado em cada
língua e, principalmente à interdisciplinaridade.
Uma escola não é Bilíngue apenas
por aumentar as aulas da segunda língua. Ela deve inserir os alunos em um
ambiente de “internacionalização” (como citado acima). Uma interação com o mundo
criando oportunidades de usar aquela língua em contextos que sejam
significativos e reais para eles, aprendendo seu uso de verdade, fora dos
livros e da sala de aula. Não é necessário que todos os funcionários da escola
falem essa segunda língua, mas quanto mais convivência os alunos tiverem com a
língua e melhor ela estiver inserida em situações do dia a dia deles, maior e
mais fácil será a aprendizagem.

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