Primeiro, precisamos entender o
que acontece com o cérebro quando aprendemos um novo idioma: esse aprendizado
modifica a parte do cérebro que processa as informações. Imagine quando você resolve
ir para uma academia fazer exercícios físicos: quanto mais se exercitar, mais
seus músculos irão crescer. Assim também acontece com nosso cérebro: quanto
mais informações adquiridas, mais ele estará sendo usado e por consequência,
aumenta seus ”músculos”. Durante o processo de aprendizado, para fixar as novas
palavras e os novos sons, o cérebro forma milhares de sinapses e redes de conexões
em diversas áreas. Esse processo é responsável pela compreensão do que as
outras pessoas falam e coordena nossa habilidade de falar.
O aprendizado se dá
principalmente pela prática, pois nosso cérebro guarda para sempre na memória
as informações que são usadas com frequência: quanto mais ouvimos, falamos,
lemos e escrevemos em um novo idioma, mais conexões nosso cérebro forma entre
os neurônios e quanto mais praticamos, mais elas se fixam em nossa mente.
Vamos falar de tempo: nenhum
aprendizado acontece da noite para o dia. Segundo o CEFR (Quadro Europeu Comum
de Referência para Línguas), se você tiver de 2 a 2 horas e meia de aulas de um
novo idioma por semana, você precisará de pelo menos 10 meses para chegar ao nível
básico, 500 a 600 horas de dedicação para entender filmes sem legenda, 10 anos
para alcançar um inglês digno de Shakespeare. Leva tempo, mas o esforço vale a
pena.
Mas a escola, o curso, o método,
sozinhos, não vão garantir um milagre à você. Tudo também depende da sua dedicação.
Faça imersões na nova língua, em casa mesmo: ouça músicas, assista filmes ou
séries, conversas em podcasts e tente estar ligado à sua nova língua de
aquisição, sempre que possível. É um clichê, mas a frase “A prática leva à
perfeição” faz muito sentido!

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